SP diz que aumentará fiscalização para restringir circulação entre 23h e 5h

O governo de São Paulo anunciou hoje que o estado montará operações de fiscalização para tentar restringir a circulação de pessoas no estado entre as 23h e as 5h.

Chamada de “toque de restrição” pelo governador João Doria (PSDB), a medida será voltada sobretudo a aglomerações nas ruas, visto que, na prática, as atividades não essenciais só estão liberadas até 22h. A medida vai valer a partir de sexta (26) até 14 de março. O principal argumento do governo para endurecer a fiscalização foi o recorde histórico de pessoas internadas em UTIs (unidades de tratamento intensivo) com covid-19 no estado. Segundo o governo, serão multados estabelecimentos e casas que estiverem promovendo

Segundo o governo, haverá mil funcionários da Vigilância Sanitária para essas operações na madrugada em todo o estado. Também haverá contingente da Polícia Militar e do Procon, mas não foi informado o número total. O tamanho das blitze vai depender das denúncias e registros de aglomerações em cada cidade. O Centro de Contingência do Coronavírus diz entender que, no comércio, a contaminação não é alta porque as pessoas estão de máscara, com o mínimo de proteção, em geral. Na avaliação do governo, à noite as pessoas saem para beber e confraternizar e usam menos máscara, se aglomeram mais, são contaminados e contaminam familiares.

Segundo análise do comitê, o estado teria um colapso do sistema de saúde em 22 dias caso não fossem adotadas medidas restritivas adicionais. Com várias unidades de saúde já com 100% de ocupação dos leitos de UTI destinados à covid-19, a taxa de ocupação no estado atualmente é de 69%, com 6.657 pacientes internados.

Força-tarefa e multas

Como na prática as regras do Plano São Paulo já determinavam que o comércio fechasse no máximo às 22h atualmente em todo o estado, a novidade do governo para garantir o “toque de restrição” promete ser uma força-tarefa de fiscalização realizada em conjunto pela vigilância sanitária, com apoio da PM sempre que solicitada, e pelo Procon-SP. A entidade de proteção ao consumidor pretende autuar quem descumprir o toque de recolher baseada no código penal. Além disso, o Procon promete processar administrativamente organizadores de eventos que não respeitem as novas determinações.

“Sendo fornecedor que está realizando evento, ele será submetido a processo administrativo do Procon, o que levará a aplicação de multas que podem chegar a R$ 10.260.000”, afirmou Fernando Capez, diretor do Procon.

Fonte:UOL

Avaliações

  • muito bom 9
  • bom 2
  • regular 4
  • 3

    Score



Jornalista


Comentários do Facebook

Chat aberto